Tag:procon

Portabilidade da prestação de serviços


 
 

De janeiro a março, mais de um milhão de usuários utilizaram-se da portabilidade para trocarem suas operadoras. Longe de entendermos que esse “fenômeno” esteja relacionado com maiores e melhores ofertas por parte das empresas que recebem os clientes, temo afirmar que o fato gerador são mesmo os problemas das operadoras de origem.

darth-vader-phone-portabilidade

De acordo com o PROCON de São Paulo, metade das empresas que estão no TOP10 de reclamações são relacionada a serviços de telefonia, com mais de 19 mil reclamações das 534 mil no trimestre.

Leia mais…


Ficar doente é coisa de gente rica


.

medicamento-generico

.

Quando o Ministério da Saúde, a partir de lei aprovada na Câmara Federal, lá no longínquo ano de 1991 (muita gente que lê o site nem era nascida inclusive), o intuito era, de maneira simples, quebrar o monopólio que o fabricante tinha, a partir dos royalties de sua marca.

Então qualquer laboratório considerado decente poderia fabricar (e vender) fórmulas de remédios, por um preço menor, mas mantendo a mesma qualidade do original.

Acontece que depois de 19 anos, percebemos que essa fórmula mágica não funciona mais, já que segundo o Procon-SP, os preços de medicamentos genéricos variam até 295,92%.

Como assim, Bial?

A Dipirona Sódica, 500 mg/ml em gotas, que todo mundo conhece por Novalgina (disse novalgina e não navagina), e também seus irmãos gêmeos: Neosaldina, Buscopan, Benegrip, Lisador e vários outros foi encontrado nas farmácias da cidade com preços variando entre R$ 0,98 a R$ 3,88.

Veja bem, o mesmo remédio do mesmo fabricante, custa mais que uma passagem de ônibus, ou o tradicional pingado com pão na chapa da padaria do seu Manel.

Como os medicamentos em geral, dentro do marketing, são produtos do tipo não-procurados, a gente só se lembra deles quando é inevitável, e coincidentemente, os preços são maiores no em torno de hospitais e postos de saúde.

Segundo o Procon, os motivos desse abuso são vários, desde políticas de fidelização de clientes, sistema de franquias, e preencha-sua-desculpa-aqui.

A Anvisa, nossa super agência nacional de vigilância sanitária, que é como a Deep Space Nine[bb] da série Star Trek[bb], mantém uma lista com os preços máximos que esses produtos devem ser vendidos. Sim, tabela de preços máximos. (não, eles não merecem ser linkados)

Ou seja, ao invés de estudarmos uma forma de manter os preços de acordo com a realidade, entenda, baixos, o governo se preocupa em desnatá-los pelo topo.

Pense bem, se você fosse um farmacêutico, de posse de uma tabela dessas. Você venderia seu produto por um preço diferente do que o mais caro?

Nota: tanto o maior preço, como o menor foram encontrados no mesmo bairro, como pode ser visto na pesquisa completa.

.
Fonte
.