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O que está acontecendo no Rio de Janeiro?


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Tenho certeza que todos estão apreensivos com as últimas notícias vindas da cidade maravilhosa.

A bandidagem vem tomando conta e levando o pânico às ruas, o que faz da cidade ser cotada para sediar a 3ª guerra mundial, ao lado de Seul, qualquer uma cidade mexicana e mais 12 territórios à sua escolha[bb].

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Via @LOBO_DA_CORAGEM
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Talvez a responsabilidade possa ser atribuída ao governador Sérgio Cabral, mais conhecido como “Chorão”. Tenho a nítida impressão que o governador PMDBista brinca de governar o estado do Rio. Isso porque não é só a violência que se destaca nos periódicos cariocas. A saúde é um caos, talvez a pior do Brasil. No Rio não pode chover, porque o estado quase vem abaixo. Históricos de corrupção não faltam. Temos o casal Garotinho, a família Nader (um pouco apagada atualmente), os históricos contraventores do jogo do bicho e por ai vai.

Para ser sincero, começo a entender porque ele chegou a chorar por causa dos royalties do petróleo. Precisa de dinheiro para bancar a corrupção.

As Forças Armadas estão nas ruas e ocupando morros da cidade. Eu não espero nada diferente de um sem número de mortos, entre bandidos e inocentes. No entanto, parece que os eleitores tem outra visão, ao reeleger Cabral e ao dar um mandato na Câmara Federal ao Romário.

De todas as coisas que vem acontecendo no Rio de Janeiro, só lamento que o Exército não possa ocupar o Palácio do Catete. De tudo de ruim que acontece por lá, isso seria o “menos pior”.


Aí sim, fomos surpreendidos novamente


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Será mesmo que o Rio de Janeiro vai ser a sede da terceira guerra mundial? Na minha modesta opinião: não chegaria a tanto, mas quase isso.

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E a culpa é do próprio carioca, que ou se esconde dentro de sua mansão, seus carros blindados que mora em um cenário de alguma novela[bb] do Manoel Carlos[bb], ou aquele outro, que vive com medo, que nunca vê nada ou escuta, ou que tem que pegar trem lotado no subúrbio para ir ao baile funk.

É como se fosse um roteiro de filme policial: guerra pelo controle do morro, a polícia intervém, traficante sequestra a alunina maconheira da faculdade de sociologia, chega o Capitão Nascimento[bb] e resolve a parada, e ainda sem acertar a cara do baiano. Vai querer estragar o velório?

Só que o único super heroi que o Brasil que eu conheço foi Macunaíma, preto retinto e filho do medo da noite, que nasceu no fundo do mato-virgem, sem caráter algum e um gigante preguiçoso, criado em 1928 pelo escritor Mário de Andrade.

Nós, o povo do vice reinado brasileiro, aprendemos a largar mão desses assuntos, cuidamos do nosso próprio nariz sujo e só nos lembramos que não somos sozinhos quando as solitárias das nossas barrigas ficam com fome. Nessa hora a bolsa pão com ovo e pingado que o governo dá é suficiente, mesmo que ela seja sustentada pelo nosso dinheirinho.

Ora, se sou eu quem sustenta esse circo, sou em quem decido saporra. Meu pai me ensinou e ele nunca mente.

Das antologias do folclore brasileiro, um deus bomba vem do céu e acaba com a festinha das centenas de seres metamorfoseantes, que do alto de suas imunidades parlamentares, sociais, religiosas e bundalelês, sentirão apenas “dois viados catingueiros que comi com os manos”.


Sejam bem vindos…


…à terra do faça-se o que quiser

vfv

Os recentes episódios de violência[bb] no Rio de Janeiro, entre traficantes de grupos rivais, e a polícia mostra como a falta de políticas públicas de inclusão[bb] sociais ou aplicadas nos interesses distantes das necessidades das pessoas fazem com que faltem oportunidades básicas, como educação[bb] e trabalho[bb].

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