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By The Book


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É gozado como sempre começamos as frases com “é gozado”, não porque seja uma palavra diferente, que denote vários sentidos, mas justamente porque nos lembra de que as pessoas tendem a ser rotineiras.

Rotina, longe de ser algo ruim, é necessária para desenvolvimento das atividades e do trabalho, pois ajuda a criar regras, definir etapas e toda uma metodologia que, se bem planejada, pode e vai maximizar seus ganhos, quem sabe até mesmo seu lucro.

Ela só se torna ruim por uma razão principal: se utilizada demasiado, o que no meio dos jogadores de RPG e games em geral também é conhecido por “by the book”.

 

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Uma pessoa by the book é basicamente aquela que segue as regras acima de qualquer suspeita, mais do que isso, que as tem como limitadoras de suas atitudes e sem as quais se perde no meio das atividades, não conseguindo cumprir o combinado.

Por ser uma característica considerada negativa na maioria dos entendimentos, as pessoas tendem a ficar a margem das coisas, quase como se fossem eles os errados por, não parar antes da faixa, jogar papel no chão, colar nas provas, e por aí vai…

Nossa pressa diária da grande cidade aumenta as chances de sermos tolerantes com esses regulamentos, e antes que nos demos conta, tomamos parte do coro de pessoas que considera esses pequenos delitos coisas bobas. Só que não são.

Se todo mundo se desse conta disso, as coisas estariam bem melhores…


Fugir do comum


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Dias atrás estava folheando uma revista semanal – que por sinal, tem mais propaganda do que matéria propriamente dita -, tinha uma página dedicada a um lançamento de um novo carro importado. Entre tantos detalhes, estava escrito: pronto para fugir do comum? Fiquei imaginando o comum, uma rotina do dia a dia sem alterações, nada de novo, apenas um dia bem vivido como centena de outros.

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E, como não podia deixar de analisar o mundo moderno atual, percebi que temos muita pressa e sede do novo. Essa ideia Fast Food, tudo rápido, serviço, estudos, viagens, paixões… Datas que vão de batizados a bodas de Ouro e assim por diante, compras,… Presentes, frio, calor, roupas, sapatos, botas. Ufa, que loucura!

Tudo tão comum, mas ao mesmo tempo tudo rápido de mais. Tudo aquilo que não sentimos o sabor, nos abre um apetite de quero mais. Começamos ficar insaciáveis, ávidos por algo novo, precisamos ser felizes, temos medo da rotina, do fracasso. Não nos damos conta de que estamos a cada dia, mais vazios, parecemos uma bomba relógio, prontos a explodir. Pensamos milhares de coisas ao mesmo tempo e ainda estamos conectados ao mundo virtual. Leia mais…