Enquanto isso, numa rua qualquer da cidade…

Legal, não é?
Recentemente escrevi no Cotidiano Nacional sobre a morte do centro do São Paulo, mas hoje quero dizer que o centro de São Paulo está mais vivo do que nunca.
Mas isso não quer dizer que as coisas lá estão correndo às mil maravilhas, porque os problemas apontados naquela ocasião são bem reais, porém menos visível em condição de “formigueiro humano”.
Na ocasião da “morte” eu atravessei o centro da cidade em pleno feriadão e as almas errantes eram esparsas, em determinados pontos, reconhecidamente locais não muito bem frequentado. Todo mundo conhece esses locais, inclusive as autoridades, que nadam fazem. As lojas, em sua grande maioria fechada, contribuia para o cenário aterrador. Suave mesmo só o ambiente do Mercado Municipal.
Mas quis o destino que eu voltasse ao centro da cidade em uma outra sexta-feira, dia normal de trabalho, menos para mim, obviamente. O centro fervilhava vida, tínhamos Sol e o local parecia outro. Certamente os mesmos problemas estavam por ali, mas como já mencionei, menos visível, o que não tira a responsabilidade de nossas autoridades de cuidar do problema.
Os centros da cidade é onde reside sua alma e lá o inesperado acontece, com situações das mais pitorescas e com os mais variados tipos da espécie humana. Pena que isso não pode ser visto por todos e em qualquer situação.
Visite o centro de São Paulo e tire suas próprias conclusões, pois o centro vive.
Neste final de semana acontece em São Paulo mais uma edição da Virada Cultural. São 24 horas de inúmeras atrações espalhadas pela cidade inteira.

Apesar de já estar em sua sétima edição e todos dizerem que isso é o maior sucesso dos últimos tempos, eu acho essa Virada um porre. É quase que empurrar garganta abaixo atividades e artistas que não são de nosso interesse, achando que isso é a disseminação da cultura, etc, etc.