Quantas vezes você estava na sua mesa, tentando (ou não) fazer seu trabalho quando seu chefe chega falando:
Antes de surtar ou tentar pular da janela, geralmente o pensamento que vem é algo parecido com:
Acontece que de qualquer modo que você preencher os testes, vai notar que não é tão simples falar de si mesmo, principalmente dos nossos defeitos.
Por outro lado, se fosse para falar do colega, aí sim é uma tarefa fácil. Se for para criticar então… Já está até pronta!

Por que somos assim? Se para falar (mal) dos outros temos uma facilidade imensa, e quando temos o momento para falar o máximo possível (bem) de nós mesmos, já começamos a tropeçar nas palavras, suar frio e tremer nas bases.
Uma coisa que ninguém fala é que a forma como as pessoas decidiram viver civilizadamente, multiplicado pela ação do tempo, ensinou que elogiar a si próprio é algo feio e que por isso deve ser evitado. Pode perguntar para seus avós o que acontecia, quando uma pessoa era elogiada demasiadamente.
Certamente a maioria vai dizer algo parecido com: “se elogiar demais ele fica preguiçoso e vai deixar de ser bom”.
Com essa herança genético-social nos tornamos pessoas que não convivem bem com elogios e mensagens positivas, tanto recebidas, como feitas a si mesmos.
Então quando chegam os momentos oportunos, de avaliação de carreira, entrevista de emprego, pedido de casamento ou outro, ficamos a ver navios.
Quando a gente decide partir para o mercado de trabalho, nem sempre sabemos o que vamos encontrar, desde ambientes não propícios ou mesmo pessoas que vão tentar puxar nosso tapete a qualquer custo. Isso é inevitável dentro daquele conceito expresso, de que este mundo funciona com regras e premissas próprias.
Complementando esta ideia, invariavelmente estamos frente a frente com aquilo que mais nos desagrada e como é natural do ser humano, ou nos submetemos ou atacamos, como se fôssemos verdadeiros animais numa selva onde somente o mais forte sobrevive.
Não estamos questionando se este ou aquele ato é o mais correto, mas sim tomarmos por exemplo o caso dos leões. Vocês já perceberam que de todos os predadores naturais, ele é o único animal que encara sua presa frente a frente?

Todos os outros vão na surdina, esperam o momento certo, para depois dar o bote, e por sua vez, as vítimas nem sabem de onde veio a pancada.
Claro que temos que considerar o próprio instinto de sobrevivência, que dita as regras no reino animal em contrapartida com aquela “racionalidade” que é (ou deveria ser) nossa característica.
Um ponto importante nisso tudo é a lembrança de que nem sempre temos que ser amigos íntimos das pessoas para reconhecermos suas capacidades produtivas, e cabe aos gestores e líderes do negócio, reconhecer essas forças e dar o devido prêmio.
Muitas vezes cobramos aqui que o eleitor possa votar de forma consciente, mas nunca nos perguntamos se ele sabe quais são as atividades de um Senador ou um Deputado Federal.
Por isso mesmo considero muito interessante a campanha da Justiça Eleitoral que vem, de forma simples e direta, explicando à população a forma de atuação de cada político e desta forma conferir ao voto uma maior responsabilidade.
Quando se trata de escolher um Senador da República, a responsabilidade é ainda maior. Principalmente pelo grau de representatividade. Enquanto que na Câmara dos Deputados, o número de ocupantes das cadeiras é determinado de forma proporcional ao número de eleitores, o Senado da República é preenchido por 3 Senadores de cada Estado, independente de seu tamanho geográfico ou de sua força política.
Diferentemente dos outros cargos eletivos, os Senadores são eleitos para mandatos de 8 anos, isso para sustentar a tese de uma transição gradativa ao longo dos exercícios presidenciais, e neste ano em especial vamos ter uma boa oportunidade, de renovar 2/3 da Casa.
Serão eleitos 54 novos parlamentares, dois representantes de cada Estado e dois para o Distrito Federal.
Nós temos uma grande arma nesta eleição, muito mais do que antes, que é o acesso à informação cruzada. É possível investigar a vida de seu candidato, sua atuação no Senado, e muito mais. No caso de candidatos à reeleição, os eleitores podem ter informações sobre todos os candidatos no site do Tribunal Superior Eleitoral, e dentre as informações, a declaração de bens do candidato.
Façamos a nossa parte! Vamos fazer das eleições de outubro uma das mais inteligentes da história do país. Eleitores conscientes produzem políticos melhores.