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Textos com Etiquetas ‘trabalho’

Como ser pago por aquilo que você faz de graça

(artigo de Julien Smith traduzido a partir de seu site “in over your head“)

Como ser pago por aquilo que você faz de graçaBartenders conseguem $500 por noite em gorjetas. Baristas cerca de $20.

Seus drinks são igualmente complexos. Atendem a praticamente os mesmos clientes. Executam o mesmo trabalho, mas em diferentes horários e contextos. Porque bartenders ganham muito mais?

Não é questão de desempenho. Alguns bartenders são bem desleixados e alguns baristas são realmente bons no que fazem, mas sua compensação fica sempre dentro desta média, não importando quão bons eles são. Dessa forma, a qualidade de seu trabalho pouco importa.

Poderia ser uma questão ao quando nós gastamos? Baristas fazem várias bebidas por dia, mas aquelas dignas de Starbucks são poucas. Será que baristas receberiam gorjetas melhores se o tamanho de suas bebidas for menor? Talvez, mas isso também não parece certo.

Para ser recompensado, o garçom age dentro do contexto que se espera aos bartenders, e nós sentimos que eles realmente merecem seu dólar, mas é raro que tenhamos esse sentimento pelo barista.

Blogueiros têm esse mesmo problema. Também trabalham por uma migalha, mas não é certo que vão ser levados a sério ou mesmo serem pagos. Vão de um evento a outro, na esperança de fazer um grande espetáculo mas, muitas vezes, isso não funciona. Leia mais…

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Os desafios da mulher no mundo de hoje

Os desafios da mulher no mundo de hoje

No dia 8 de março comemoramos a luta das mulheres em defesa de seus direitos. Sabemos que o evento ocorrido no dia 8 de março de 1857 foi terrível e não deveria trazer nenhuma lembrança agradável para qualquer ser humano, mulher ou homem. Entretanto, não se trata de lembrar este dia e nem de dar parabéns às mulheres, mas abraçá-las por suas conquistas e sua contribuição efetiva na construção de um mundo novo.

Ao longo do tempo, exceto em sociedades matriarcais, a mulher foi considerada como objeto de reprodução e como dona de casa. Não tinha o poder de mandar e nem de expressar suas ideias. Inconformadas, muitas delas se rebelaram, muitas tiveram que dar até a sua própria vida em troca de uma posição melhor na sociedade, principalmente no trabalho, na política, e nos direitos sociais. Muitas se destacaram nessa luta, mas ainda assim tiveram que percorrer um longo caminho para isso. Leia mais…

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Souffrance à la Tablette

Escrevi este texto em cerca de 10 ou 15 minutos, num dia de julho de 2002.

Acho que nesse dia tinha estourado algum, dos muitos problemas, que aconteceram naquela época no meu antigo emprego. Lembro que me sentava em frente ao Cláudio, que é meu amigo até hoje, e conversávamos algo que já me esqueci. Ele quem me incentivou a escrever este microconto, só não sabia do tema…


SOUFFRANCE À LA TABLETTE

As últimas horas de meu tumultuado velório, e posterior enterro foram estranhas, a começar pela falta de sentimentos que os presentes estavam demonstrando sobre meu corpo, este nem estava posto em um caixão, mas em um caixote, daqueles usados em feiras livres, mas de tamanho maior, de forma que se adaptasse quase perfeitamente ao meu corpo. Entendo que a situação financeira de minha família fosse pequena, mas bem que poderiam fazem mais algumas dívidas e me dar um fim de vida um pouco mais decente…

Tudo bem, eu não fui mesmo uma pessoa boa em vida, e talvez aquilo tudo se justificasse, no fundo percebi que somente alguns vagabundos, com quem passei meus últimos dias, sentiam minha falta. A dor escrita por extenso em seus rostos marcados pelo sofrimento de suas vidas talvez fosse a única maneira de expressarem seus sentimentos e emoções, e era suficiente.

Enquanto tentava perceber tudo isso, nem notei quando um de meus “queridos” parentes tirava uma caneta e um papel do bolso, demonstrando um certo desconforto e começou a preparar o que seria meu epitáfio, já que uma outra pessoa com formão e marreta em mãos esperava pelo papel ansiosamente. Durante esses acontecimentos todos, nem percebi que tinha voltado no tempo e revi minha infância, fazendo as mesmas estripulias de sempre e minha mãe correndo com a chaleira do café para me bater…

Não sei se fiquei feliz, ou triste, só sei que ao rever aquele pequeno mundo, percebi quanto era importante os nossos jogos com bola de meia, bolinhas de gude, pião, soltar pipas, beijar as meninas, caçar grilos… Aquelas amizades tinham um valor muito grande, e com o tempo nem notei, mas elas tinham sumido. Por isso minha surpresa ao rever essas lembranças e um certo desconforto ao senti-las.

Permaneci em silêncio, tentando manter aquele momento imaculado, único. Vi meu pai chegando do serviço, cansado de seu longo dia, mas com ânimo suficiente para chegar em casa e não preocupar ninguém, tentando se mostrar sempre como indestrutível ou perfeito. De súbito, tive um outro “salto” pela minha vida e cheguei a uma época que reconheci como sendo minha juventude, já que eu estava com uma aparência um pouco gasta e marcada, e também porque me situei dentro do colégio.

Revi os antigos professores, inspetores e todos aqueles a quem desprezava. As pessoas de meu convívio nada me valiam, era apenas o início do que chamarei de lenta decadência…

Vi também as pessoas de minha turma, loucas como sempre, correndo atrás das gatas e no meio delas vi meu primeiro e único amor que já tive em toda vida. Nesse momento de minha “viagem” tive o ápice: chorando feito louco ao ver aquele rosto novamente que retornava cada vez menos dentro de mim. Tentei falar com ela, como se isso fosse possível, gritei, corri, só para dizer o quanto sentia por tê-la feito sofrer, por acabar com a vida dela para sempre, falar com ela o quanto era importante, o quanto precisava dela, de seu sorriso e olhar, mas sabia que ela não me ouviria.

Comecei a perceber o quanto minha vida tinha sido vazia e sem sentido, não tinha amigos e aqueles que se atreveram a fazê-lo sofreram sérias reações. Certamente, isso iria me ajudar a chegar onde cheguei, além do fundo do poço, porque o fundo era uma coisa boa e isso eu não merecia.

Minha lenta decadência estava em auge; deixei o colégio e como todos os jovens de minha época, fui arrumar um emprego. A partir daí tudo aconteceu muito confuso e rápido, os empregos por onde passei, tudo o que tentei conseguir em minha vida, tudo o que perdi e acabei chegando à sarjeta, que a partir daí se tornou meu novo lar.

Talvez, todos sabemos o que aconteceu: uma coisa chamou outra e cada vez mais eu me destruía. Vivi assim até meus últimos instantes, e pela primeira vez, senti medo. Senti porque não sabia o que estava além, o que aconteceria depois e o que ou quem me esperava.

Não sei ao certo quanto tempo se passou depois, lembro apenas de estar me vendo durante os processos mortuários e tenho a sensação que estive sempre aqui. Lembrei da pessoa que iria escrever minha lápide e corri meus velhos olhos para ela. Ainda não tinha começado seu serviço, mas tinha a mensagem pronta em mãos:

“O tempo passou, e não conseguimos recuperá-lo…
Ele precisou de nós, mas ainda sim o desprezamos.
Não tivemos coragem de falar com ele,
que deve ter ficado muito triste…
Só quero que todos saibam que foi perdoado.
E que o amamos muito, para sempre…”

Ao ver aquelas palavras, percebi tudo e me odiei por não poder dizer que os amava…

Fim.

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Enquanto isso na sala do chefe…

A secretária do Rh diz:

- Chegaram 700 currículos hoje na empresa !

O chefe responde :

- Pegue os 30 que estão no topo da pilha e chame-os para entrevistas e jogue os restantes na máquina fragmentadora.

A secretária do Rh retruca :

- O senhor está louco? São 670 pessoas! Talvez os melhores estejam lá !

O chefe finaliza :

- Eu não preciso de gente sem sorte…

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