Um Culto aos Zapotecas


Acabo de ouvir o mais recente trabalho do aclamado Tintin do indie Americano, Zach Condon e sua trupe Beirut, o duplo-single “March of the Zapotec“, com as experiências de um tour pela região de Oaxaca, no México, e “Holland“, de viés mais eletrônico pré-Beirut, quando ainda se chamavam “Realpeople”.

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A primeira metade pode ser facilmente confundida com um pôr-do-sol, e certamente deveria ser considerada como trilha sonora para algum filme mexicano. Com objetivo de voltar às suas origens do Novo México, Condon e sua banda viajam para uma pequena aldeia zapoteca em Oaxaca (México) e, com a ajuda de tradutores, escrevem suas 6 novas faixas.

E como se fosse um cartão postal mexicano, as músicas são cheias do folclore mexicano de culto aos mortos, onde cantam-se a os que foram para celebrar a vida. Inclusive, conta-se que álbuns músicos de grupos locais tiveram participação na instrumentação.

Se Gulag teve como inspiração os filmes de Emir Kusturica e Flying Club existe somente num globo de neve de Jacques Demy-Monde, Zapotech soa mais como uma versão latina do “Viajem a Darjeeling“, de Wes Anderson, na qual três irmãos que não se falam há um ano decidem realizar uma viagem de trem pelo interior Índia, na intenção de acabar com a barreira existente entre eles e também para auto-conhecimento, resultando em um trabalho muito original e sarcástico.

Na segunda parte, chamada Holland, e creditada a “Realpeople” (que por sinal o trabalho anterior de Condon), temos um som mais eletrônico metalizado, com bons e inteligentes arranjos, o que resulta em uma viagem ao passado oitentista de sua própria infância. É como se estivéssemos ao lado daquele que: ao mesmo tempo em que passa horas jogando Enduro no Atari, também tem coragem para juntar sua mesada para pagar alguns momentos com uma prostituta francesa. Esse disco foi totalmente gravado em sua casa, nos EUA.

No Brasil, Beirut ficou mais conhecido através da minissérie Capitu, baseada no Dom Casmurro de Machado de Assis, com Elephant Gun como tema principal de Bento & Capitu.

Set-list:

March of the Zapotec

1. “El Zocalo”
2. “La Llorona”
3. “My Wife”
4. “The Akara”
5. “On a Bayonet”
6. “The Shrew”

Holland

1. “My Night with the Prostitute from Marseille”
2. “My Wife, Lost in the Wild”
3. “Venice”
4. “The Concubine”
5. “No Dice”

Avaliação:

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Um comentário sobre “Um Culto aos Zapotecas”

  1. vitoria disse:

    isso e babado eu to pasada

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