Um olhar possível sobre o momento político brasileiro

Depois de muita insistência do editor do Vivendocidade  volto a escrever sobre alguns assuntos que vem tomando conta da mídia nos últimos tempos. Perdoe-me o nobre leitor se por acaso parecer que eu não esteja falando coisa com coisa, porque é realmente por ai.

impotência e derrota
Hoje quero falar sobre o (des)governo da presidente Dilma. Eu nunca, na minha história e nem na história deste país, senti algo parecido. Em outros governos, a sensação de que, por pior que pudesse ser, tínhamos uma pessoa no comando, existia. Até mesmo o Collor foi mais presente no Planalto do que é hoje a presidente Dilma. E parece que isso não tem volta, e pode durar pelo menos mais 4 anos.

Assisti de bastante longe os protestos que aconteceram, mais recentemente ontem, e o anterior. Não que eu não queira me meter, mas sinceramente muitas vezes a vontade que eu tenho é: corram atrás por mim, depois eu aproveito os louros da vitória. É mais ou menos como quando seus companheiros fazem greve, tomam borrachada da polícia, gás lacrimogênio, spray de pimenta e tudo mais e no final todo mundo gasta o aumento que foi conquistado. Estou aproveitando? Pode ser, mas sinceramente eu não tenho mais vontade de lutar por algumas coisas, e esse sentimento cresce de forma exponencial.

Passo por um momento de total descrédito que tudo aquilo que cultuava anos atrás, mais ou menos há quase 8 anos, quando fundei o Cotidiano Nacional  blog político que queria abordar os principais acontecimentos do Brasil e do mundo, com uma visão totalmente desprovida de contaminação pelas grandes mídias ou pelos interesses políticos. Hoje, o CN está jogado às moscas, mas seu cerne continua inabalável.

Hoje, estamos entregues ao partido abutre e rezando diariamente para São Joaquim Levy  porque na atuação conjuntura econômica brasileira, por mais que seja um excelente economista, e ele é, Levy vai precisar além de competência, que ele tem, capacidade de fazer milagres.

Atualmente sou funcionário público, o que me faz não me preocupar muito com a questão de perder o emprego ou coisa do tipo, mas me compadeço da situação do brasileiro que precisa diariamente torcer para chegar no trabalho e sua cadeira ainda estar lá. O cenário é ruim, mas pela minha atual situação emocional, eu prefiro nem saber e muito menos participar do que vai acontecer daqui pra frente.

Pessoalmente tenho problemas demais para me preocupar com preocupações coletivas. Peço desculpas a todos por isso, mas preciso primeiro cuidar de mim e de minha família, depois dos interesses na nação.

Fora a parte tudo isso, é um enorme prazer voltar a escrever. Sempre prometo, mas nunca cumpro, mas vou prometer de novo: vou tentar manter uma média de pelo menos um devaneio por semana. Assuntos claros, textos precisos, nada cansativo. Vem comigo!

 

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