Uma merda


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Vimos nessa semana o surgimento de mais uma rede social, dessa vez da cabeça dos caras de Mountain View, Larry Page e Sergei Brin, chamada, porque não, Google+.

 

dick-vigarista

 

A rede em si não traz nada de novo, a possibilidade de organizarmos nossos contatos em círculos, publicarmos novidades em uma timeline, compartilhar fotos e vídeos… Entretanto, o selo Google de satisfação fez com que toda a comunidade fervesse de vontade, seja para receber um dos convites para o sistema, ou mesmo (no caso das empresas), recriar alguma das inovações do Plus.

Seu maior concorrente conhecido, o facebook divulgou a possibilidade de bate papo com vídeo, suportado pelo Skype, que aos trancos e barrancos, já existia há anos por aí. Ou seja, entramos numa era onde não importa mais o que as pessoas precisam, o que buscam, mas sim uma corrida maluca onde o Dick Vigarista da vez faz de tudo para sabotar o outro, e o contrário.

Em outras palavras, falta atribuição de valor.

Numa sociedade que está totalmente conectada, o conceito de rede social em nosso entendimento não tem relevância, já que não é possível saber ao certo, qual rede as pessoas se socializam e quais não. Melhor ainda, além disso, qual ferramenta nos dá essa possibilidade, um smartphone por exemplo, e qual não.

Claro que temos uma qualidade de vida bem maior à vida que nossos pais tiveram, isso é óbvio. Resta portanto uma equalização das vontades, a do respeito exagerado/submissão que nos cobram com a da liberação total.

Afinal de contas, se você passa a maior parte do tempo trocando SMS, atualizando seu perfil, ou algo do tipo, não quer dizer que está perto das pessoas. É o contrário.

Em suma, a sociedade se junta ao mesmo tempo em que se separa. Esse é o paradoxo dessa geração.