Vem cá, devolve minha chupeta!
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Quando você lê a notícia:
TRE do Rio de Janeiro deixa casal Garotinho inelegível
“Na tarde desta quinta-feira, 27, decisão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) tornou inelegível o casal Garotinho. Anthony e Rosinha foram acusados do uso indevido de meios de comunicação durante a campanha de 2008, quando ela se elegeu prefeito de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Caso a decisão seja mantida, Garotinho não poderá disputar a eleição para o governo do Estado – ele é pré-candidato pelo PR. Rosinha também foi cassada do cargo de prefeita.” (O Diário de Teresópolis, excerto, 28/maio/2010)
O que passa pela sua mente? Afinal de contas, não é sempre que vemos um político condenado por qualquer crime que seja, mais difícil ainda é o condenado prestar contas à sociedade civil e cumprir pena.
Que o Rio de Janeiro produziu os políticos mais históricos dos últimos 30 anos, não tenho dúvidas. Rosinha alias “Christina Kishner do morro” é resultado que o fundo do poço é na verdade bem mais longe do que se imaginava.
Quando Governadora, foi acusada mais de uma vez de abuso de poder e uso da máquina para questões pessoais e até mesmo distribuição de cestas básicas como compra de votos.
Seu marido, representado mais de uma vez como bebê chorão que perdeu a chupeta pelos programas humorísticos da TV, como bom radialista que é, sabe mesmo é falar de coisas que nem sempre são a realidade, é exagerado em seus modos, chegando a fazer uma greve de fome em 2006 em protesto ao que chamou “perseguição da “grande midia”, dos bancos e do sistema financeiro”.
Pena que os 11 dias em que ele deixou de saborear aquela picanha mal passada não ajudaram em sua circunferência abdominal.
Quer dizer, o fulano é escolhido como representante das pessoas para exercer um cargo público, e não quer que as mesmas pessoas – da imprensa e afins – o fiscalize? Ah tá, legal.
Outra polêmica na órbita do casal é em relação à suas preferências religiosas. Claro que possuem o direito de fazerem o que quiserem, mas até aí forçar um estado laico (pois é, até que se prove o inverso, nenhuma cidade ou estado brasileiro possui religião oficial) a ensinar nas escolas somente uma visão teológica, ou o que é pior, ter o voto dos fiéis como “cabresto” não é legal.
Mas deixo esse assunto para nossa colunista Marina Correa: “o poder é de você!”
No fim, se o casal vai mesmo permanecer inelegível, cumprir pena ou o que for, a única certeza é que os R$ 410 milhões de dinheiro público (o meu, seu, nosso dinheiro) supostamente desviados nunca mais vai aparecer.
Já era, acabou, perdeu, fim…
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Esses dois nunca foram cristãos na vida. Isso sim!