Vou criar um partido político


Não amigos, não vamos falar de eleições ou de candidatos de novo, entretanto quero propor uma análise do discurso daqueles nanicos, desconhecidos ou mesmo de partidos obscuros.

De certa forma, mesmo decorando seus bordões (óleo de peroba sei lá onde, contra burguês blábláblá), eles não possuem nem 1% das intenções dos eleitores, nem somando todos num só. Então é ilógico que tentem concorrer à algum cargo eletivo no governo, certo?

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Nossa democracia permite que pessoas com pensamentos semelhantes se organizem em agremiações, sendo considerados oficiais aqueles com representação no legislativo ou mesmo com o mínimo de assinaturas dos seus eleitores.

É curioso ver que dos 27 partidos oficiais, 26 em processo de legalização e 10 considerados “ilegais”, 19 (ou 30%) são voltados para as vertentes barbudo-comunistas e maluco-anarquistas europeias do final do século XIX na Europa.

O discurso é sempre o mesmo: estabelecimento de uma sociedade igualitária, sem classes e apátrida, baseada na propriedade comum e no controle dos meios de produção e da propriedade em geral.

Pena que tudo isso só é bonito no papel.

Os exemplos históricos nos mostraram que ao interferir com a liberdade individual e livre iniciativa das pessoas e empresas, o grupo que está no poder se vê obrigado a aumentar a intervenção na sociedade, causando assim nas chamadas ditaduras de estado, onde os líderes se revezam no poder, contribuindo para uma diminuição da eficiência global do sistema económico e social.

Isto porque é intuitivo que a pessoa que não vê uma recompensa maior pelo seu esforço, tem tendência a produzir menos, dessa forma todos ficam mais pobres.

Além desses, também temos aqueles de fundo religioso-cristão, sendo ao todo 7 (10%) partidos.

Esse tema é especialidade da Marina, nossa editora, mas podemos ver que a maioria desses “pastores” se utiliza da infraestrutura, entenda casas de oração e igrejas em tudo quanto é bairro, como manutenção de sua influência sobre as pessoas.

Por isso que seu líder maior, tanto faz se for o Pastor Valdomiro, R.R. Soares, Davi Miranda ou Edir Macedo ou outro, não concorre, mas coloca alguém na qual pode manipular, se quiser usar laranja, tudo bem.

Nesses dois casos, vimos que pelo discurso, quase metade dos partidos sequer deveriam existir.

Dos que sobram, me recuso a falar de aberrações como “Partido do Terceiro Setor”, “Partido do Esporte”, “Partido da Pátria Livre”, “Partido do Mérito” e afins.

Se contarmos que parte dos impostos e taxas que recolhemos vai para o chamado Fundo Partidário, que é o saco do papai Noel de assistência aos partidos, errado sou eu que não fundei o PPA, Partido Palha de Aço, também chamado de Palhaço.

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PS: Agora é sério, férias de assuntos relacionados à política por uns meses.

Uma resposta para “Vou criar um partido político”

  1. luiz disse:

    se eu criace um patido iria ser pscb que e partido sosialista e comunista brasileiro

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